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O comportamento de risco e sua relação com os acidentes ferroviários – Parte I

Falaremos aqui sobre os perigos do comportamento de risco. É muito importante compreender qual sua relação com os acidentes ferroviários, para que possamos ficar atentos às suas causas e propor soluções para combatê-los.

Identificar o que são os comportamentos de risco é o primeiro passo para tomarmos consciência da nossa responsabilidade frente aos perigos que a falta de conhecimento acarreta.

Devemos nos conscientizar sobre as atitudes corretas que devem ser assumidas ao transitar próximo dos trilhos dos trens para minimizarmos os riscos e proteger vidas.

Como demonstramos em nossas postagens sobre a história da malha ferroviária brasileira, à medida em que as ferrovias cresciam e se expandiam nas mais diversas regiões do país, as cidades foram crescendo e se desenvolvendo no entorno dos trilhos.

Isso porque a proximidade com esse importante canal de escoamento de mercadorias e transporte de pessoas proporcionava vantagens econômicas importantíssimas para o desenvolvimento das comunidades.

ferrovia cruzando comunidade
Acima, a imagem de uma ferrovia cruzando uma comunidade.

O contato entre as pessoas e os vagões de trem cresceu imensamente, muitas vezes de forma desordenada.

Os membros dessas comunidades tiveram que aprender como conviver com o movimento dos trens que, apesar de todas as vantagens, ainda são um veículo de cerca de 3.000 toneladas (se estiver vazio) e 15.000 toneladas (se estiver carregado), que pode percorrer uma distância de 200 e 1.000 metros desde a aplicação do freio de emergência até parar completamente.

Uma colisão com um trem costuma ser mortal.

Atualmente é pouco provável que alguém viaje pelo Brasil e não se depare com alguma ferrovia. Os cuidados para trafegar próximo dos trilhos devem ser tomados por todos indistintamente, não apenas pelas comunidades que vivem nas proximidades das estações e linhas de trem, conforme veremos.

Uma ferrovia, em sua concepção mais simples, é uma linha que divide um território em duas partes.

ferrovia vista de um ângulo aéreo
Uma ferrovia vista de cima.

Para muitas pessoas, a melhor forma para acabar com os riscos de atropelamentos ao atravessar a linha férrea se dá a partir da instalação de barreiras e sinalizações, como cancelas, cercas e muros.

Esse pensamento, que a princípio está correto, depende muito do comportamento das pessoas para garantir seu funcionamento.

Dê uma olhada neste vídeo e note como a simples colocação de cancelas não é suficiente para impedir o tráfego das pessoas nos momentos em que os trens se aproximam da passagem:

No vídeo, diversas pessoas atravessam o cruzamento mesmo com a cancela fechada. Um ciclista chega a cair ao tentar atravessar a cancela no momento do fechamento. Perigoso, não?

Percebeu como são as pessoas que devem saber como se comportar na região ferroviária e escolher agir de forma segura?

A Lastro sabe o quanto o comportamento coletivo de risco é responsável pelos acidentes ferroviários. É por isso que propomos construirmos juntos uma Cultura de Segurança, pautada em comportamentos adequados junto das ferrovias. 

Veja o vídeo que preparamos e aprenda 3 passos que podem salvar vidas:

Acompanhe e compartilhe nosso material educativo. Embarque com a gente nessa importante missão de proteger vidas!

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